A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a pesar no bolso do agronegócio brasileiro. Em março, o país deixou de embarcar cerca de 882 milhões de dólares em commodities para a região. O impacto foi direto nas exportações de carnes e soja, que caíram cerca de 30 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os números mais críticos aparecem nas proteínas. As vendas de carne suína despencaram 59 por cento, enquanto a carne de frango e a soja registraram queda de 25 por cento. Para especialistas, trata se de um efeito relevante sobre a balança comercial, já que o Oriente Médio é um destino importante para produtos brasileiros.
A guerra tem afetado rotas estratégicas, encarecido o frete e aumentado o risco nas operações. Seguradoras passaram a rever coberturas e custos, o que também pressiona os exportadores. Produtos como café milho e açúcar entram nesse cenário de incerteza, com impacto direto na competitividade das vendas externas.
Diante desse cenário, o Brasil tenta redesenhar sua estratégia. Países como Turquia ganham espaço como alternativa logística e comercial, funcionando como ponto de apoio para distribuição. Ao mesmo tempo, mercados asiáticos como Vietnã e Singapura passam a receber mais produtos brasileiros, em um movimento claro de diversificação para reduzir riscos e manter o fluxo de exportações.

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